Já foi abordado por um flanelinha? É! Aquele que pede para olhar o carro.
Hoje vou falar do agente turístico flanelinha. Esse você conhece?
O agente turístico flanelinha é o profissional do turismo que fica esperando o turista chegar no destino. Ele arma a arapuca, muitas vezes transvestida em uma placa de “informações turísticas” e fica esperando o peixe cair na rede.
Ele não tira o turista do sofá. Ele apenas tenta oferecer algum tipo de serviço ao visitante, que sabe-se lá porquê, chegou na cidade dele.
O agente turístico flanelinha, na maioria dos casos, possui o hábito de reclamar da prefeitura, atribuindo a ela a responsabilidade por um ou outro problema que na verdade é de responsabilidade da iniciativa privada. “O movimento está fraco, essa prefeitura nunca valoriza nosso turismo”.
Opa! Tem truta aí. Esse tipo de profissional não pode ser bom para um destino turístico.
Um bom agente turístico é o que trabalha para tirar o turista do sofá, é o concorrente do Netflix, é o que segmenta o visitante do destino porque o cara já sai comprado de casa. Diminuem-se as chances de escutar um “não é o que eu estava buscando” ou “não é o que eu esperava”.
Um agente turístico que opera dentro das diretrizes da Política Municipal de Turismo e consegue colocar o seu produto nas prateleiras dos grandes centros emissores trabalha a favor do destino. É um bom agente porque gera fluxo adequado para o destino com o seu suor.
Mas o que falta para o agente turístico flanelinha se transformar em um bom agente turístico?
Muitas vezes o agente turístico flanelinha tem um bom produto. O problema é que ele não escolhe o visitante, ou seja, fica à mercê de um perfil de público que ele não controla, a chance desse perfil não comprar o que ele oferece, leia o que o destino oferece, é grande. Não porque o produto é ruim, mas porque não é adequado.
Brincadeiras à parte, o agente turístico flanelinha precisa colocar os seus produtos na prateleira dos grandes centros emissores de turistas. Colocar o botão de compra no Facebook do casal de namorados, oferecendo um por do sol romântico na Mantiqueira, colocar o botão de compra no Instagram do executivo estressado, oferecendo um dia de pesca esportiva com seu filho no Rio Paraná.
Mas como o agente turístico flanelinha pode viabilizar isso se os custos para ele são inviáveis?
Na minha opinião, é aqui que o poder público entra oferecendo um sistema de on-line gestão de informações turísticas inteligente para encaçapar duas bolas com uma só tacada.
Bola 1: Dificuldade de coletar informações sobre a oferta e demanda turística por parte do poder público.
Bola 2: Dar acesso de mercado aos produtos do destino turístico.
Ao oferecer um sistema de gestão de informações turísticas que dará acesso de mercado aos produtos do agente turístico flanelinha. Esse mesmo agente irá inserir as informações no sistema para alcançar os mercados. Fazendo isso o gestor público local recebe informações sobre a oferta turística que ele precisa e ainda coloca o produto na prateleira.
Um sistema de gestão de informações turística facilita a vida do agente turístico público, reverte boa parte dos gastos com elaboração de pesquisas em gastos com promoção e dá acesso de mercado aos produtos do agente turístico flanelinha, que agora já deixou de ser flanelinha.
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