As cadeiras do COMTUR devem abrigar tanto quanto forem, e somente, os representantes de segmentos interessados existentes no destino turístico.
O destino turístico possui grupos de pessoas que, quando se trata do envolvimento com a atividade turística, compartilham de interesses comuns e portanto não conflitantes, que aqui chamo de segmentos interessados. Esses segmentos devem ser identificados e representados no COMTUR, não por entidades, mas por uma pessoa física.
Alguns segmentos são de fácil identificação como, por exemplo, o segmento de proprietários de meios de hospedagem e equipamentos de alimentação imóveis, no entanto alguns segmentos precisam de maior sensibilidade como é o caso da construção civil em alguns destinos.
Entidades possuem, geralmente, dentro de si, conflitos de interesse entre segmentos interessados o que inviabiliza sua participação na tomada de decisões coletivas. A título de exemplo, uma entidade que representa ao mesmo tempo equipamentos de alimentação e meios de hospedagem possui uma clara discordância interna quando o assunto é a atração de excursionistas para o destino turístico. Nesse sentido, essa entidade, não possui competência para deliberar sobre uma possível ação de marketing com objetivo na atração de visitantes, pois, se decidisse em qualquer dos sentidos prejudicaria parte de seus associados.
Ainda, em relação as entidades, como deliberar sobre um assunto público e depois ser o executor dele mesmo? Como deliberar sobre o orçamento público que você mesmo executará?
Por outro lado, quando o COMTUR é formado por pessoas, democraticamente escolhidas, para falar em nome dos segmentos interessados presentes no destino, as deliberações tendem a retratar melhor a soma das opiniões dos segmentos interessados, portanto os interesses da coletividade.
E as entidades? Proponho que façam parte de uma comissão executora da política municipal de turismo. Braço público executivo e braço privado executivo, unindo forças para executar as deliberações do COMTUR.